Paletó e gravata oprimem fazendeiro
SÃO PAULO — De terno, gravata e sapatos impecáveis eles não têm a menor aparência de fazendeiros. Para os vizinhos do edifício número 646 da Alameda Campinas, a três quarteirões da Avenida Paulista, aqueles senhores bem vestidos parecem executivos ou comerciantes que frequentam clubes e praias nos finais de semana. Só quem os conhece de perto sabe o quanto se sentem presos pelo paleté, incomodados pela gravata e apertados dentro dos sapatos. “Vivemos na cidade, mas não vemos a hora de estar no interior”, diz Nélson Razzo, um entre milhares de fazendeiros paulistas que trocam a vida tranquila no campo pela agitação de São Paulo, onde fica a sede regional metropolitana da UDR (União Democrática Ruralista).
Texto publicado no Jornal do Brasil