Teste em Serrana ainda não deu atestado de eficiência ao Butantan e à Coronavac

Teste em Serrana ainda não deu atestado de eficiência ao Butantan e à Coronavac

Comparativo com cidades do mesmo porte mostra que imunização pode demorar para ter resultado concreto. Evolução de casos foi menor na cidade-alvo, mas proporção de mortes aumentou mais do que em alguns outros municípios

Os gráficos “Evolução de óbitos” (acima) e “Evolução de casos” (abaixo) traduzem em linhas a situação da epidemia da covid-19 na cidade de Serrana, no interior paulista, comparada à de quatro municípios, também do Estado de São Paulo, todos com população no mesmo patamar.

Essas linhas mostram que, partindo da data em que o Instituto Butantan começou a primeira etapa da vacinação contra a doença, com o objetivo de imunizar toda a população de Serrana e testar a efetividade da  Coronavac, houve alguma mudança na evolução da pandemia naquela cidade, mas não o suficiente, por enquanto, para concluir alguma coisa sobre a qualidade do imunizante.

Percebe-que que os casos de infecção aumentaram em proporção menor na cidade do teste – o que é uma constatação muito positiva -, mas, ao mesmo tempo, nota-se também que houve menor crescimento no total de óbitos registrado em duas cidades, na comparação com Serrana – o que é uma informação preocupante.

Mesmo considerando que cada município tem situações econômica e social diferentes, com impactos distintos na circulação do vírus – e ainda que o ponto de partida da análise, dia 11 de abril, apresentava realidades diferentes em termos de evoluções locais da pandemia -, o acompanhamento do crescimento de casos e óbitos ainda não permite ao Butantan apresentar a garantia que gostaria de ter sobre a eficiência de seu imunizante.

Como reza o bordão mais pronunciado do momento: é melhor continuar usando máscara, mesmo em Serrana.

Para que o leitor possa analisar também numericamente essa situação, seguem as tabelas que deram origem à criação dos gráficos. A vacinação em Serrana começou dia 11 de abril, com a segunda etapa tendo início dia 30 de maio. A fonte de informações é o acompanhamento diário realizado oficialmente pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – Seade.

Casos e óbitos

Esta é a segunda vez que o Ora Essa! trabalha sobre dados deste acompanhamento. Dentro de um mês, será necessário retornar ao assunto.

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