Cortina de fumaça
Bolsonaro está, de certo modo, alcançando seu objetivo, com a história das queimadas. As manifestações de integrantes das Forças Armadas e dos bolsonautas relacionando o assunto a uma questão de segurança nacional levam ao clima de nós contra eles que o presidente desejaria ter no cenário internacional (como teve na eleição), para recuperar apoio interno entre os que se acham patriotas. A questão é que, por causa da Amazônia, não haverá nenhum ataque militar ao país, mas sim uma enorme pressão econômica que pode levar água abaixo os grandes ganhos acumulados pelo agronegócio nas últimas décadas.
E, aí, não tem jeito. Para levar adiante sua patriotada, Bolsonaro só terá como opção declarar guerra à França e tentar anexar a Guiana Francesa. Seria as nossa Malvinas, digamos. Provalmente com os mesmos resultados.