Lula na avenida. Toffoli no camarote. Carnaval do escárnio

Lula na avenida. Toffoli no camarote. Carnaval do escárnio

A homenagem ao presidente no Sambódromo do Rio e a carta de apoio ao ministro amigo de Daniel Vorcaro são palhaçadas que deveriam levar a população a um levante. Se a lei não vale para eles, por que tem de valer para o cidadão?

O presidente Lula nunca, jamais deveria ter aceitado ser homenageado por uma escola de samba no carnaval do Rio. Em ano eleitoral, candidato à reeleição, o desfile é claramente campanha antecipada que desiguala a disputa presidencial. A pergunta que cabe: o que o PT e o presidente fariam se uma outra agremiação decidisse homenagear outro pré-candidato? Iriam para o STF, não há dúvida, pedir embargo da homenagem. O que piora o cenário é fato de que as escolas recebem verbas públicas para montar suas apresentações – e isso significa que Lula, além de entrar em campanha antes da hora, contra as leis, faz isso com dinheiro do Erário. Um escárnio.

Um escárnio que só perde para o que o STF fez na véspera do carnaval, talvez acreditando que todos os brasileiros, embriagados com a folia, esquecerão a palhaçada de assinarem, todos os ministros, uma moção de confiança a Dias Toffoli, apesar de vê-lo forçado pelas circunstâncias a abrir mão da condução do inquérito sobre o banco Master. Se merece confiança, por que não pode ficar com o inquérito? E, na verdade, nem na cadeira de ministro poderia permanecer. Toffoli, ninguém mais duvida, usou irmãos remediados como laranjas para fazer negócios escusos com os fundos controlados pelo banco e ainda tentou manipular a condução do inquérito para esconder não apenas que recebeu dinheiro do Master como ainda mantinha relações de amizade com o banqueiro contraventor.

Escárnio supremo em ambos os casos.]

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